Você fez exame de sangue. O médico olhou e disse: "tá tudo normal".
Mas você continua cansado. Dormindo mal. Sem resultado no treino. Ganhando gordura mesmo "comendo direito".
Será que está tudo normal mesmo?
Provavelmente não.
O problema é que a maioria dos profissionais olha o resultado do exame, compara com as referências do laboratório e fala "tá dentro da faixa, segue a vida".
Só que essas referências são calculadas a partir da média da população. E a média da população está doente. Sedentária. Dormindo mal. Estressada.
Quando você compara seus exames com essa média, "normal" significa "igual a maioria que não cuida da saúde".
Dai a pergunta muda: você quer estar normal ou quer estar saudável?
Vou te dar 3 exemplos reais de como as referências de saúde são diferentes das do laboratório.
01
Insulina de jejum
O laboratório diz que até 25 mcUI/mL é normal.
Na prática clínica baseada em evidências, acima de 10 já pode indicar resistência insulínica compensada (Ter Horst et al., 2015) . Seu pâncreas está trabalhando em dobro pra manter a glicemia normal. A glicemia tá bonita no papel. O pâncreas tá sofrendo lá dentro.
E esse é um dos exames que a maioria dos médicos nem pede. Pedem só a glicemia de jejum. Se a glicemia tá "normal", mandam você embora. Mas a insulina pode estar lá em cima, compensando, e ninguém vê. Daí quando a glicemia chega desregulada já é tarde.
02
Vitamina D
O laboratório diz que acima de 20 ng/mL é suficiente.
Evidências de saúde otimizada falam em 40 a 60 ng/mL (Holick, 2024) . E tem mais: seu corpo precisa de magnésio pra ativar a vitamina D (Uwitonze & Razzaque, 2018) . Sem magnésio, você pode tomar vitamina D o ano inteiro e ela não funciona direito.
Dai você suplementa vitamina D, repete o exame, o número sobe, mas você continua com os mesmos sintomas. O problema nunca foi só a vitamina D. Era o magnésio que estava faltando pra ativá-la.
03
Magnésio sérico
Esse é clássico. O laboratório mede o magnésio no sangue e diz que tá normal.
O problema? Menos de 1% do magnésio total do seu corpo está no sangue (Elin, 1994) . Os outros 99% estão dentro das células, nos ossos e nos tecidos. Seu corpo mantém o magnésio sérico dentro de uma faixa estreita roubando de outros lugares. Então quando o magnésio sérico aparece baixo, a deficiência já é severa.
O exame certo é o magnésio eritrocitário. Poucos pedem. Poucos sabem interpretar.
O que eu faço de diferente
Eu não olho um exame. Eu monto um quebra-cabeça.
Cruzo mais de 200 biomarcadores em 17 sistemas diferentes. Tireoide com ferro. Insulina com cortisol. Ferritina com PCR. Vitamina D com magnésio. Homocisteína com B12, B6 e ácido fólico.
Cada cruzamento revela uma história que o exame isolado não conta. E isso demanda tempo e estudo. Não é simplesmente pegar o resultado e comparar com as referências do papel.
É um trabalho de detetive. Cada marcador é uma peça. E quando as peças se encaixam, a gente enxerga o que ninguém viu antes.
Dai a orientação muda completamente. A suplementação faz sentido. O treino é ajustado. A alimentação é direcionada. Tudo baseado no que o SEU corpo está dizendo.
E sim, o nutricionista pode pedir exame de sangue.
Muita gente não sabe, mas o nutricionista é legalmente habilitado a solicitar exames laboratoriais para acompanhamento nutricional. Não é exclusividade do médico.
O certo é pedir os exames certos, cruzar os dados e montar um protocolo integrado: treino + alimentação + suplementação. Tudo baseado no que o exame realmente está dizendo, não no que parece estar dizendo.
Quer um checkup real dos seus exames?
Me chama no WhatsApp. Eu peço os exames certos e monto o mapa completo pra você.
Quero meu checkup
¹ Ter Horst KW et al. (2015). Int J Obes, 39(12): 1703-1709.
² Holick MF (2024). Endocrine Practice, 30(12): 1227-1241.
³ Uwitonze AM & Razzaque MS (2018). JAOA, 118(3): 181-189.
⁴ Elin RJ (1994). Am J Clin Pathol, 102(5): 616-622.
Maicon Batista
Educador Físico, Nutricionista, Neurociência Comportamental.
