O ponto de virada · MB Health
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22 de julho de 2026 · Newsletter

O ponto de virada

Essa semana comecei a ler um livro chamado "O ponto de virada".

O nome parece de auto ajuda, né. Ou desses que vendem alguma coisa ilusória. Mas quem indicou foi um empresário que eu admiro bastante, daí pensei: começo a ler sem julgamento, se for ruim eu paro. Quem sabe não acho algo que possa aproveitar.

Não terminei ainda. Mas já achei.

O conceito que ele usa é o de epidemias. Fala muito de doença, a parte negativa da coisa, mas também fala do lado positivo. E a ideia que me pegou é simples: pequenos atos, sejam hábitos ou comportamentos, podem gerar resultados gigantescos sem que a gente perceba.

O problema é que pra nós isso é muito difícil de enxergar. Quando você pensa na casa dos sonhos, na viagem pra fora, numa vida saudável, você pensa só no produto final. Aí compara com o seu estado de agora e aquilo parece distante demais da realidade. Daí nem começa.

A ideia dele é a gente se preparar pra possibilidade de que às vezes grandes mudanças vêm de acontecimentos pequenos. E que, em alguns casos, elas podem acontecer bem depressa.

Mas onde eu quero chegar?

Esse livro que comecei a ler sem pretensão nenhuma me deu um insight sobre a forma como eu trabalho com você.

Muitas vezes eu nem queria estar te passando uma estratégia nutricional toda detalhada, um treino cheio de método, volume, frequência. Justamente porque aquele mundo ideal de treinamento fica muito longe do que você precisa naquele momento.

E existe uma pressão silenciosa nesse trabalho. A de entregar muito. Porque plano grande parece cuidado, e plano enxuto parece descaso. Eu já caí nessa, vou ser honesto. E quase sempre é o caminho mais fácil pra mim e o mais difícil pra você.

Aí eu lembrei de outro livro que li há alguns anos, a biografia do Steve Jobs escrita pelo Walter Isaacson. Tem uma parte em que ele fala uma coisa que ficou comigo: o simples pode ser mais difícil que o complexo, porque você tem que trabalhar duro pra deixar seu pensamento limpo a ponto de conseguir torná-lo simples.

Tem uma distinção parecida que aparece no livro e que eu gosto ainda mais. Existe a simplicidade de quem ainda não entendeu o problema, e existe a simplicidade de quem atravessou toda a complexidade e voltou de lá com o que era essencial. As duas parecem iguais por fora. São coisas completamente diferentes.

Plano genérico é a primeira. Plano individualizado é a segunda.

E isso vale pro que acontece quando a gente procura uma academia ou resolve melhorar a alimentação. Pequenas mudanças podem surtir grandes efeitos de forma exponencial. Seriam os juros compostos dos hábitos. Você começa pequeno, o primeiro hábito acontece, ele vai se somando nos seguintes, e chega uma hora em que a distância entre o esforço pequeno que você faz e o resultado que você enxerga fica bem mais curta. Aí você vê de fato que está no caminho certo.

Então quando eu te passo uma meta só, uma, e ela fica ali semanas sem que eu mude nada, não se frustre.

Pensa comigo. Dentro de todo o escopo e toda a teoria que cerca você, aquilo ali é o que eu vejo de mais interessante pra você chegar no objetivo que te trouxe até mim. E à medida que a gente avança, novos hábitos e novas metas vão se somando. Até chegar num ponto em que aquilo já não te exige esforço. Anda quase sozinho.

E sabe aquele seu EU lá do passado? Então. Você já nem reconhece mais, nem entende como vivia daquele jeito.

P.S. se você quer descobrir qual é a sua próxima meta pequena, aquela que realmente muda alguma coisa agora, me chama que a gente olha junto no WhatsApp.

Maicon Batista · Educador Físico · Nutricionista · Neurociência do Comportamento

Quer parar de ajustar um pedaço por vez?

No Plano MB Health eu leio treino, nutrição e comportamento juntos, ancorados no seu exame.

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